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Publicado em 20/02/2013 | por Mestre

Banco Central

Quadro do banco fica menor a cada dia e traz urgência a concurso….

Órgão fundamental para a economia do país, o Banco Central (BC) vê o seu quadro de pessoal se desfazer dia após dia enquanto aguarda a autorização do Ministério do Planejamento para a realização de um novo concurso que possa amenizar a contagem regressiva que consome a sua força de trabalho. Segundo informou a chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (Depes) do banco, Nilvanete Ferreira, a autarquia fechou 2012 com 382 aposentadorias no ano. Com isso, o número de servidores que deixaram o BC por essa razão nos últimos três anos foi de 1.095, média de um por dia.

Curiosamente, a quantidade de servidores do banco que passaram à inatividade em 2012 foi a mesma de 2011. Em 2010, foram 331 aposentadorias. Mantendo-se esse ritmo, se consolidará a possibilidade do banco ter o seu quadro reduzido à metade da estrutura prevista em lei, até 2014, caso não seja possível dar posse aos novos concursados a tempo. Ao fim de 2012, o banco contava com apenas 4.222 dos 6.470 servidores possíveis em seu quadro.

Em setembro do ano passado, o chefe-adjunto do Depes, Delor Moreira, ao anunciar a solicitação de concurso ao Ministério do Planejamento, alertou sobre a importância da seleção. “A nossa situação está caminhando para ficar muito crítica”, afirmou ele.

Solicitação – O pedido do BC é de 1.850 vagas para o biênio 2013-2014. São 400 vagas para técnico (de nível médio, com remuneração inicial de R$5.290, incluindo o auxílio-alimentação, de R$373), 1.330 para analista (nível superior em qualquer área; R$13.333) e 120 para procurador (bacharelado em Direito; R$16.092). Para este ano, o banco espera contar com, pelo menos, 1.090 vagas, sendo 200 de técnico, 830 de analista e 60 de procurador.

No ano passado, Nilvanete Ferreira, do Depes, chegou a manifestar a intenção de admitir os novos concursados ainda este ano. Mas devido à lentidão do governo em aprovar a abertura de uma nova seleção, a chefe do Departamento de Pessoal já se conforma com a hipótese de poder promover novos ingressos somente em 2014. “Quanto mais demorar a autorização, maior será o atraso. Pode ser que não seja possível admitir os aprovados este ano. Temos que aguardar”, disse ela.

A expectativa é que a autorização, que inicialmente era esperada para até o fim do ano passado, seja concedida nas próximas semanas. Seja como for, o concurso do BC deverá ser uma das principais oportunidades do ano e demanda grande dedicação daqueles que almejam a conquista de uma vaga.

A seleção deverá ser regionalizada, com vagas para todas as dez capitais onde o banco está presente, o que inclui o Rio de Janeiro (as outras são Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém). As provas também deverão ser aplicadas em todas essas cidades, e as contratações são pelo regime estatutário (estabilidade).

Caso sejam mantidas as etapas da última seleção, realizada em 2009, a seleção será composta por provas objetivas, prova discursiva (apenas para analista), avaliação de títulos (dependendo da área de atuação), sindicância de vida pregressa e programa de capacitação, além de três provas discursivas e prova oral, para procurador. Segundo Delor Moreira, 90% do programa do concurso de 2009 deverá ser mantido.

Fonte: Folha Dirigida

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