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Publicado em 26/02/2013 | por Mestre

Banco Central

Autorização do concurso é urgente….
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Sérgio Belsito, a atual situação do quadro de pessoal do Banco Central (BC), que nos últimos três anos perdeu, em média, um servidor por dia, em razão de aposentadoria, torna imprescindível a celeridade na autorização do concurso solicitado pela autarquia ao Ministério do Planejamento. “Precisamos arrancar as autorizações para os concursos do BC já”, disse o sindicalista, ressaltando que a preocupação da administração do banco é comum à do sindicato. Segundo ele, as atividades do banco já estão prejudicadas pela falta de pessoal.
Belsito afirmou que a média de aposentadorias nos últimos três anos preocupa, pois os números concretizam as previsões de saídas. Ele alerta ainda que a média pode dobrar, uma vez que cerca de 1.400 servidores terão condições de se aposentar até 2014. “Em 2013, acreditamos que mais de 500 colegas deverão se aposentar. E até o final de 2014 essa estimativa deve quase dobrar. Assim que for confirmado nosso reajuste, o processo deverá se acelerar. Teremos uma média de duas aposentadorias por dia”, disse o sindicalista, citando o reajuste de 15,8% em três anos, acertado com o governo, mas que ainda precisa ser aprovado no Congresso Nacional.
Caso o banco não contrate novos servidores a tempo, poderá se concretizar a previsão de redução do quadro da autarquia à metade da estrutura prevista em lei, que é de 6.470 servidores, até 2014. O presidente do Sinal acredita que, caso isso ocorra, o banco pode correr o risco de não conseguir desenvolver adequadamente as suas atividades. “As atividades do BC já estão reduzidas às rotinas necessárias. Com a redução do quadro, as atividades de pesquisas, fiscalização, atendimento digno ao público e projetos estratégicos serão prejudicados”, lamentou Belsito.
Solicitação - Para o sindicalista, o Ministério do Planejamento deve autorizar para este ano, metade das vagas solicitadas pelo BC. O banco pediu, ao todo, 1.850 vagas nos cargos de técnico (400 vagas; nível médio), analista (1.330; superior) e procurador (120; bacharelado em Direito), para concursos no biênio 2013-2014. A expectativa é que nas próximas semanas seja autorizada a abertura do concurso referente à demanda do banco para 2013, que é de 1.090 vagas, sendo 200 de técnico, 830 de analista e 60 de procurador. As contratações no BC são pelo regime estatutário, que proporciona aos concursados a estabilidade no cargo. As remunerações iniciais oferecidas, já incluindo o auxílio-alimentação, de R$373, são de R$5.290 para técnico, R$13.333 para analista e R$16.092 para procurador.
De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Pessoal do banco, Delor Moreira, o concurso deverá contar com vagas nas dez capitais onde a autarquia possui unidades. Além do Rio de Janeiro, o banco tem representações em Brasília (sede), São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém. O dirigente já informou também que a meta do BC é divulgar o edital em, no máximo, três meses após a autorização do Planejamento. Ainda segundo Delor, a maior parte do programa do concurso anterior, aberto em 2009, deverá ser mantida. “Eu diria que 90% do que está ali será apenas atualizado.” Na hipótese do BC manter também a estrutura do último concurso, os candidatos terão que passar por provas objetivas, prova discursiva (apenas para analista), avaliação de títulos (dependendo da área de atuação), sindicância de vida pregressa e programa de capacitação, além de três provas discursivas e prova oral, no caso de procurador.
Fonte: Folha Dirigida

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