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Publicado em 12/07/2011 | por Mestre

Concurso para juiz e promotor não preenche todas as vagas

Embora os concursos para ingressar no poder Judiciário e no Ministério Público sejam cada vez mais concorridos, nem todas as vagas são preenchidas. Segundo especialistas, a má qualidade de cursos universitários de direito é uma das causas das oportunidades ociosas na área.

Os processos de seleção mais recentes começam a exigir ainda mais conteúdo, como psicologia e filosofia. Mais de 11 mil candidatos tentaram preencher as 150 vagas abertas do Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2010, mas só 90 foram aprovados – ou seja, só 60% dos postos foram preenchidos.

Na última seleção finalizada do Ministério Público Federal, em 2007, 83 procuradores preencheram as 148 vagas, 56% do total. O concurso mais recente está em andamento e oferece 114 postos, disputados por 9.505 candidatos.

Marcelo Nobre, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), admite que as vagas ficam ociosas: “As vagas não são ocupadas porque não se encontra candidatos profundamente preparados”.

Já o desembargador e presidente do concurso atual do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), José Renato Nalini, afirma que os candidatos ainda são cobrados para decorar leis, o que seria uma das causas dos postos de trabalho que sobram.

Professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e autor de livros preparatórios para concursos, Álvaro Azevedo Gonzaga avalia que os concursos “não querem mais aqueles que só decorem leis, mas também os que saibam refletir”.

O juiz e diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura, Roberto Bacellar, diz que, com a ampliação do conteúdo das provas, é possível escolher um profissional mais humano.

Fonte: R7

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