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Publicado em 13/06/2013 | por Mestre

Correios

Empresa tem pressa em realizar concurso. Edital pode sair em breve….
Os Correios trabalham com a possibilidade do edital do concurso sair a qualquer momento, segundo a Assessoria de Imprensa da estatal, que não informou  uma data certa para isso ocorrer. Segundo fontes ligadas à empresa, os preparativos estão intensificados, e o Cespe/UnB chegou a ser escolhido como organizador, mas, como os Correios têm pressa em realizar a seleção, o cronograma apresentado não se encaixaria nas datas disponíveis pela instituição, que é responsável por diversos concursos no momento. No entanto, a estatal não confirma nenhuma informação sobre a organizadora da seleção. Embora os preparativos estejam caminhando, a assessoria também não informou quais estados serão contemplados e quantas vagas serão oferecidas.
A princípio, o concurso será destinado às localidades onde não houver aprovados da última seleção (2011) no cadastro de reserva, conforme a empresa havia informado. O que está definido é que a maior parte das oportunidades será para o nível médio, nos cargos de carteiro, operador de triagem e transbordo e atendente comercial. A remuneração é de R$1.871,86 ou R$1.765,38, sendo R$1.004,02 de vencimentos iniciais, R$718,74 de vale-alimentação para quem trabalha 27 dias por mês e R$612,26 para 23 dias, e R$149,10 de vale cesta-básica. Além disso, também deverá haver vagas para o nível superior, cujos cargos ainda não foram informados. Nesse caso, a remuneração é de R$4.608,35 ou R$4.501,87 (dependendo da quantidade de dias de trabalho), sendo R$3.740,51 de salários iniciais, já incluindo os auxílios.
Na seleção anterior, os candidatos foram avaliados através de uma prova obejtiva. Para as funções de nível médio, o exame contou com 60 questões, sendo 20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Informática. Os concorrentes a carteiro e operador ainda passaram por uma avaliação de capacidade física laboral, com exercícios de barra fixa, corrida de 12 minutos (2.200 metros para homens e 1.800 para mulheres) e dinamometria (manual, escapular e dorsal). Já para os graduados, foram propostas 120 questões, sendo 50 sobre Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Informática, Inglês e Administração Pública) e 70 sobre Conhecimentos Específicos.  O concurso de 2011 continua em plena vigência, com validade até os meses de agosto a outubro deste ano, de acordo com cargo e estado. Conforme a assessoria havia informado em nota, o cadastro de reserva será utilizado até o último dia do prazo.
Fentect pede mais 30 mil funcionários
A carência de funcionários nos Correios é uma das principais críticas da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). De acordo com o diretor Robson Luiz, a cobrança por concurso é constante, para que o déficit no quadro de pessoal seja menor. “A gente cobra mais 30 mil funcionários, porque esse seria o número que completaria o nosso quadro e o ideal para a realização dos trabalhos. Hoje, temos cerca de 120 mil trabalhadores”, disse. Ele ainda lembra que o contingente atual é o mesmo de dez anos atrás, o que aumenta ainda mais a necessidade de pessoal. “O número de funcionários é o mesmo durante todo esse tempo, mas muita coisa mudou desde então, o país cresceu e a economia também. Então, a consequência é que se precisaria de mais gente.”
Segundo Robson, o déficit de pessoal prejudica o trabalho dos Correios e os próprios trabalhadores. “Gera uma sobrecarga de trabalho, muitos acabam dobrando os turnos, fazendo muitas horas extras. E, com isso, os trabalhadores passam a ter até problemas de saúde”, contou. De acordo com o diretor da federação, a carência é em todos os cargos da empresa, mas principalmente de atendente comercial, operador de triagem e transbordo e carteiro. “A área operacional é a que precisa de mais gente. E a situação é latente em todos os estados”, destacou.
O Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares no Estado do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) havia informado anteriormente que, no estado fluminense, a maior carência é de carteiro, com um déficit de cerca de dois mil funcionários. Para o sindicato, o Rio é um dos estados que mais sofre com a falta de pessoal. A Fentect ainda ressalta que os contratos terceirizados não podem servir para suprir a necessidade. “Esse é outro ponto que reivindicamos”, declarou Robson Luiz. Em novembro do ano passado, a 13ª Vara do Trabalho de Brasília proibiu que a estatal contratasse terceirizados para as atividades-fim da empresa, como recebimento, triagem, encaminhamento e transporte de objetos postais.
Mais recentemente, em maio deste ano, a 3ª Vara do Trabalho de Aracaju (SE) condenou em R$100 mil os Correios por terceirização ilícita, após constatar que os terceirizados eram contratados para executar atividades como a triagem e a entrega de correspondências, o que é proibido por lei, já que as funções fazem parte da atividade-fim.
Candidatos reivindicam novas informações
Desde quando o anúncio do concurso foi feito pelos Correios, no primeiro semestre do ano passado, as informações sobre os preparativos da seleção não são passadas a quem pretende concorrer a um dos cargos. Hoje, cerca de um ano depois da autorização das vagas, os candidatos cobram novidades em relação a estados, número de vagas, organizadora e previsão de edital. Uma das interessadas no concurso é Jéssica Lopes, que vai concorrer a uma das funções de nível médio. “É muito ruim a gente não saber o que está acontecendo. Temos que estudar tudo, na mesma intensidade. Estudo como se a prova fosse amanhã, não tem jeito”, contou.
Ela destaca que, mesmo se preparando em um ritmo acelerado, o estudo é sem um direcionamento. “Não sabemos a organizadora, então não sabemos como será o tipo de cobrança. Estou estudando por provas antigas por enquanto, mas não dá para ficar assim por muito tempo”, explicou. Marília Farias é outra candidata que critica a falta de informações. “É sempre bom você saber a previsão de quando o edital pode sair, o mês possível das provas. Mas isso não acontece, então a gente tem que estudar para estar preparada para concurso sair a qualquer momento”, disse ela, que estuda desde o começo do ano para atendente comercial.
Já para Leonardo de Sousa Silva, pelo menos o número de vagas deveria ser anunciado. “É sempre bom saber quantas vagas serão oferecidas, pode ser uma ou mil. A gente fica perdido com isso, e ainda sem saber para quais localidades serão as oportunidades”, contou. As concorrentes Jaqueline Carvalho e Aline de Fátima ainda lembram que muitas pessoas que se interessavam pelo concurso acabam desistindo, já que não há novidades. “A gente está estudando, estudando, e sem saber quando o concurso vai sair. Surge até uma dúvida se ele vai acontecer mesmo, e as pessoas acabam desistindo”, desabafou Jaqueline.
“A gente paga o curso preparatório para os Correios e estuda Português e Matemática, por exemplo, mas sai o edital de outro concurso, onde caem as mesmas disciplinas, e as pessoas mudam, acabam desistindo dos Correios, justamente por não ter informações. Perde o foco nos Correios e opta por outro concurso, que tenham coisas mais concretas”, disse Aline. Luiz Felipe Gomes da Silva também acredita que a postura da empresa desmotiva. “Você faz um investimento no escuro, paga cursinho, passa horas estudando, mas não sabe quando que o concurso vai sair, não tem nenhuma outra informação. E a gente fica sem motivação.”

Fonte: Folha Dirigida

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