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Publicado em 08/04/2011 | por alexmendes

Crise na Tunísia e Egito

Oi pessoal,

Parte do mundo árabe se levanta contra governos ditatoriais, monárquicos e proto-democracias que não garantem um desenvolvimento nacional equitativo, portanto com distribuição de renda,e garantias democráticas de participação social.

A grande novidade é que é a primeira vez que isto ocorre no norte da África com espalhamento para o Iêmen no Oriente Médio. Assim tivemos, também pela primeira vez um líder árabe deposto por movimentos populares.

O fato ocorrido na Tunísia, país islâmico localizado ao norte da África. O presidente Zine Al-Abdine Bem Ali renunciou neste mês de janeiro após um mês de violentos protestos contra o governo (revolução do jasmim – flor nacional da Tunísia). Zine Al-Abdine estava há 23 anos no poder.

A partir da crise de 2008 (Subprime) ocorreu uma dupla queda na economia mundial: do preço do barril de petróleo (US$ 140 para 85) e das exportações com abalo no mercado de emprego e renda.

O resultado foi que muitos países árabes, sobretudo os exportadores de petróleo sofreram severamente na sua capacidade de manter a expansão econômica e, portanto garantir a manutenção de regimes autocráticos; some-se a isto uma nova geração de jovens, mais educados e desejosos de democracia e participação e esta feito o caldo cultural e econômico-político para as mudanças de regime/dirigentes em curso.
Na Tunísia, os protestos começaram depois da morte de um desempregado em 17 de dezembro do ano passado. Mohamed Bouazizi, 26 anos, ateou fogo ao próprio corpo na cidade de Sidi Bouzid. Ele se autoimolou depois que a polícia o impediu de vender frutas e vegetais em uma barraca de rua.

As manifestações públicas contra o governo atingiu as massas que foram mobilizadas pelo Orkut e Twitter. Zine Al-Abdine Bem Ali era o segundo presidente da Tunísia desde que o país se tornou independente da França, em 1956 e ocupava o cargo desde 1987, quando chegou à presidência por meio de um golpe de Estado.

Exilado na Arábia Saudita deixou o comando do país para o primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi, um aliado político. Por isso, na prática, o regime foi mantido, e os manifestantes continuam em frente ao Palácio do Governo. Eles exigem a saída de todos os ministros ligados ao ex-presidente, que ainda ocupam cargos-chave no governo de transição.

Fatos como estes não são isolados: na última campanha presidencial, jovens iranianos, pediam a reformulação do regime teocrático, demonstrando que o regime já não é absoluto como no passado.

Temos ainda o risco de vazamento para países como Líbia, Síria, Omã, Jordânia e Iêmen. O problema se encontra na falta de alternativas políticas viáveis para boa parte desta região que carece de líderes fortes o suficiente para seguir os rumos democráticos.

Um forte abraço e até a APROVAÇÃO!!!

Alex Mendes


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