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Publicado em 12/12/2012 | por Mestre

Dicas – Instabilidade emocional

Instabilidade emocional é mais um desfio a ser superado…..

Concurseiros possuem uma dura rotina de estudos. Meses e até anos se preparando para o cargo dos sonhos. Nessa maratona passam por fases de entusiasmo e euforia, mas também de tristeza, desânimo. Em alguns momentos, eles têm a noção real do conhecimento adquirido. Em outros, parecem descrentes de si mesmos, sendo capazes de jurar que ainda não aprenderam nada. Tamanha gangorra de sentimentos, é claro, influi no humor e no comportamento desses estudantes. Ela pode significar desde uma injeção extra de ânimo até a sensação de fracasso e desistência. Para os milhares de candidatos que se enquadram neste último tipo de reação, a instabilidade emocional é mais uma forte concorrente a ser derrotada.

Segundo a psicóloga e orientadora profissional, Ana Cavalcante, o concurseiro deve permanecer ciente de suas reais possibilidades e limites. “Essa instabilidade emocional é gerada pela elevada carga de expectativa. O concurseiro está sujeito a uma avaliação, para ele não basta acumular conhecimento. A cobrança é grande, por vezes dele próprio. A resposta ideal para isso seria saber o máximo, ou se possível, saber tudo – o que é impossível. A possibilidade de não ser classificado gera nos candidatos insegurança, dúvida, vontade de estudar mais… Em alguns, provoca prostração. Cada um reage de um jeito. Uma forma de evitar essa instabilidade seria tentar manter o equilíbrio nos estudos, tendo consciência de seu real potencial. Não abrir mão de levar uma vida saudável, para que estudar não seja um fardo. Buscar apoio nos familiares, amigos e descansar”, comenta.

Coordenador pedagógico, Alexandre Lopes acredita que a instabilidade acontece pela grande quantidade de material a ser estudado. “Deve-se muito ao fato de o estudante que se prepara para um concurso público ter uma vastidão de conteúdos de diferentes disciplinas para estudar. Em alguns momentos, apesar de o concurseiro ter o domínio do conteúdo, ele não consegue ‘chegar’ aos elementos necessários para resolver determinadas questões. O ideal é que a preparação envolva técnicas de memorização, que fundamentalmente trabalham o modo de se atingir as diferentes memórias. Isso é plenamente possível”, declara.

Para a psicóloga do Gran Cursos, Juliana Gebrim, essa instabilidade é natural e o candidato deve ter força para passar por ela. “A melhor forma de lidar com essas crises, nessa fase difícil de preparação, é ter resiliência e encarar que o processo de estudos para um concurso tem início, meio e fim. A resiliência é um conceito da física, tem a ver com a resistência que a pessoa adquire nas pancadas da vida. Principalmente nessa etapa, na qual, necessariamente vai encarar algumas derrotas para alcançar o êxito”, comenta.

Segundo Juliana, o medo gera essa insegurança. “Essa alteração de humor sem grandes proporções, ocorre devido ao fato de a maioria das pessoas não ter tolerância em relação às frustrações e não conseguir entender o jogo do ganha e perde da vida. Para sabermos ganhar, temos que aprender a perder. Isso é fundamental. A falta de autoconhecimento e maturidade pode ser uma armadilha emocional para os concurseiros. Mas, na medida em que as pessoas começam a identificar que aquilo não é real e está associado a um medo, elas conseguem dar uma baixa na ansiedade. Quando não temos a certeza surge o medo. E o medo de não passar pode fazer desse simples temor uma realidade”, declara.

Ana Cavalcante alertas que o candidato deve ter sempre um plano B. “É preciso manter em mente seus objetivos, avaliar se seu investimento está sendo suficiente, buscar apoio e ajuda profissional se julgar necessário. Ter um plano B para caso o sucesso não seja imediato ajuda a confortar nos momentos de insegurança. Que são pertinentes nesses casos”. Para ela, essa instabilidade pode prejudicar o candidato. “O concorrente desacreditado não terá o mesmo empenho daquele que sabe da sua capacidade, das dificuldades e do quanto precisa se dedicar para alcançar o que deseja’, comenta.

Para concurseiro, instabilidade ocorre com candidatos sem foco

Muitos candidatos realizam diversos concursos, para diversas áreas. Para Felipe Loureiro, aprovado em primeiro lugar no cargo de técnico de arquivo do BNDES, a falta de foco é um grande problema. “Essa instabilidade de conhecimento acontece muito mais com os candidatos de nível médio, que fazem todos os concursos… Com isso as matérias mudam muito de uma seleção para outra. A cada concurso que o candidato realiza tem que começar algumas matérias do zero e isso gera um pouco de frustração. Determinados conteúdos você só utiliza uma única vez”, comenta.

Para Felipe, quem mantém o foco minimiza qualquer problema. “Os candidatos que passam nos concursos são os que procuram minimizar de alguma forma essa diferença de cobrança de matérias do edital, procurando sempre os concursos que possuem as matérias mais parecidas, fazendo com que o conhecimento se acumule. Ou seja, são candidatos mais focados que sabem onde realmente querem trabalhar e que tipo de matéria eles vão encarar na maioria das provas da área escolhida. O melhor remédio contra essa instabilidade é o foco”, diz.

Fonte: Folha Dirigida

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