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Publicado em 30/01/2013 | por Mestre

Justiça suspende concurso público no Paraná

Concurso foi realizado em 2012 para a prefeitura de São Miguel do Iguaçu

Com base em uma investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) o Tribunal de Justiça  (TJ-PR) determinou a suspensão do concurso público realizado em janeiro de 2012 para a prefeitura de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. De acordo com o órgão, as investigações apontam fraude na licitação que definiu a empresa Nader, que fez e aplicou as provas. A determinação foi imposta pela Justiça na quinta-feira (24). O concurso ofereceu 67 vagas.

De acordo com o relatório do MP, o ex-prefeito da cidade, Armando Luiz Polita, é suspeito de ter criado vínculo com a empresa contratada para o concurso e teria criado critérios que a beneficiassem. Além disso, várias pessoas que faziam parte do quadro de funcionários com cargos comissionados também teriam sido aprovadas no concurso.

Com a decisão do TJ, mais de 450 funcionários da administração passada, que estavam de férias, tiveram que antecipar o retorno ao trabalho, segundo o atual prefeito Cláudio Dutra. Parte desses trabalhadores vão ocupar as vagas de 92 aprovados no concurso e que estão afastados.

Ainda segundo as investigações, o aprovado em primeiro lugar na prova seria um dos responsáveis pela Nader. Ele obteve nota 9.8 e só não tirou nota 10.0 porque uma das questões foi anulada.  Outros cinco funcionários da empresa teriam sido aprovados irregularmente.

A liminar determinou o bloqueio de todos os bens dos reus até a data do julgamento, ainda não definida. “A partir de agora esses reus serão notificados para apresentar uma resposta preliminar. Com isso, eles terão a oportunidade de apresentar alguma defesa”, explica o juiz Fernando Fischer.

Em entrevista à RPC TV, o ex-prefeito Armando Polita disse que ainda não foi citado judicialmente e que não vai se pronunciar enquanto não souber o teor das acusações. O advogado da empresa Nader, Marcos Pôncio, disse que vai apresentar a defesa no prazo determinado pela Justiça de trinta dias.

Fonte: G1

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