Administrativa no image

Publicado em 26/09/2012 | por Mestre

PF – Agente Administrativo

Efetivo precisa dobrar, segundo presidente da Federação

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, afirmou que o governo precisaria dobrar o efetivo da Polícia Federal (PF), que hoje é de pouco mais de 11 mil policiais. O representante da categoria classificou como muito poucas as 1.200 vagas que serão oferecidas no concurso programado para 2013, para os cargos de agente, escrivão e delegado. “Mil e duzentas teriam que ser exclusivamente para agente”, disse ele, que também contou que cerca de 200 policias deixam o órgão por ano.
Wink ressaltou que o governo não pode deixar para formar os novos policias federais muito próximo dos grandes eventos que serão realizados no país. “Não adianta formar o policial uma semana antes do evento porque ele não vai estar preparado”, alerta. O intervalo entre a autorização do concurso e o ingresso dos aprovados na PF costuma ser de cerca de um ano. O pedido de concurso do departamento para 2013 está em análise na Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento desde o início de junho deste ano, quando foi recebido na pasta. A expectativa é que a tramitação avance em breve, já que, segundo o Ministério da Justiça, a seleção já está pactuada com a Casa Civil da Presidência da República.
O presidente da Fenapef alertou que o governo deveria se organizar desde já para prevenir a entrada de drogas e até mesmo de terroristas. “O terrorista não vai chegar aqui na abertura da Copa, ele vem antes. Então, tem que ter todo esse cuidado com bastante antecedência”, afirmou Wink. Embora a política da PF esteja sendo de lotar os novos policiais nas regiões de fronteira, o sindicalista deu um exemplo de como o trabalho de policiamento nessa área se reflete nas demais regiões do país. “O Rio de Janeiro não produz AR-15, não produz cocaína. Isso entra, está passando pela fronteira. E a responsabilidade de proteção da fronteira é da Polícia Federal, o que ela vem fazendo muito precariamente”, ressaltou. “Ou o governo investe na segurança ou abandona, fecha as portas, e deixa a criminalidade tomar conta”, desabafou o sindicalista.
As declarações de Wink foram dadas durante entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro no último dia 18 para explicar o motivo da categoria permanecer em greve, mesmo após o fim das negociações salariais com o governo. No evento, organizado pela comissão de greve e pelo sindicato dos policiais federais do Rio, ele explicou que a reivindicação da categoria não é simplesmente salarial, mas de reestruturação da carreira, com o reconhecimento das atribuições de nível superior. “Nós somos hoje a única categoria de nível superior que tem um vencimento de nível médio. Queremos ser inseridos nesse patamar de nível superior”, explicou.
Atualmente, a remuneração inicial dos agentes, escrivães e papiloscopistas, que não assinaram acordo com o governo e estão em greve, é de R$7.818,33, já com auxílio-alimentação de R$304. Delegados e peritos ingressam hoje ganhando R$13.672, também com o auxílio, mas com o reajuste acordado com o governo, o valor do subsídio (sem o auxílio) passará a ser de R$14.037,11 em 2013, R$15.370,64 em 2014 e R$16.830,85 em 2015. O aumento ainda precisa ser aprovado no Congresso Nacional. O requisito para o ingresso nos cargos que farão parte do concurso de 2013 é o nível superior completo em qualquer área, no caso de agente e escrivão, e o bacharelado em Direito, no caso de delegado. É exigida ainda a carteira de habilitação na categoria B ou superior.
Fonte: Folha Dirigida

Tags: ,


Sobre o autor



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Back to Top ↑