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Publicado em 05/10/2012 | por Mestre

Polícia Civil – SP

Edital previsto para o próximo dia 30
A Polícia Civil de São Paulo solicitou, há pouco mais de 15 dias, autorização para realizar concurso para mais 2.459 vagas, sendo 1.384 de investigador e 1.075 de escrivão, além das anteriormente já previstas para estes cargos. As comissões dos concursos já está formada e a publicação do edital de investigador está prevista para ocorrer no próximo dia 30, segundo o diretor da Acadepol, Paulo Bicuco. A confirmação do pedido de aumento de vagas foi feita pela delegada geral adjunta da corporação, Ana Paula Batista Ramalho Soares, após a posse 288 aprovados no concurso de agente de telecomunicações da Polícia Civil de São Paulo, no último dia 3. Os dois cargos já contavam com  672 vagas autorizadas (428 de investigador e 244 para escrivão), remanescentes de concursos anteriores. Com o novo pedido, a corporação pode realizar concurso para até 3.131 vagas somente para estas carreiras. Além disso, a Polícia Civil possui mais 645 vagas para outros cargos,somando 3.776 previstas para os próximos meses.

Ao ser questionado sobre sua intenção de autorizar o pedido das 2.459 vagas, o governador Geraldo Alckmin foi cauteloso.“Nós vamos avaliar.Deixa chegar aqui o pedido”, declarou o governador, no evento de posse dos agentes.  Até receber o seu aval, os pedidos têm de tramitar por secretarias governamentais, como a Secretaria da Fazenda, a Secretaria de Gestão Pública e a Casa Civil, que avaliam o impacto orçamentário da medida, bem como as demandas de recursos humanos, podendo inclusive reduzir o número de vagas imediatas. Para os dois cargos, para concorrer é necessário possuir ensino superior completo em qualquer área e carteira nacional de habilitação. A remuneração é de R$3.450,96 em cidades com mais de 500 mil habitantes, incluindo o adicional de insalubridade.

As 2.459 vagas refletem todas em aberto para concurso de investigador e escrivão. O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, afirmou que gostaria de incorporar essas vagas aos concursos previstos para acontecerem no final deste ano, com 428 vagas de investigador e 244 de escrivão já autorizadas, remanescentes de concursos anteriores. “Isso depende de uma questão técnica, mas se for possível, sim. Mesmo que passe esse número de candidatos, nós chamaremos de forma paulatina, porque a Academia também tem um limite para dar as aulas. Se for aprovado um outro número maior, a gente aumenta o número de vagas”, destacou o chefe da polícia paulista.

O secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, também acredita na possibiliade de os editais contemplarem mais vagas do que as 672 remanescentes. “As bancas já estão sendo montadas e estamos nos preparando. A necessidade é maior do que o número de vagas remanescentes. Precisamos de um edital com as necessidades atuais”, explicou o gestor da pasta na sexta-feira, dia 21. O secretário explica que a ideia é reunir as remanescentes com as novas vagas. “O total de 244 é muito pouco para um concurso de escrivão”, ressaltou. De qualquer modo, o pedido de autorização supera inclusive o quantitativo anunciado para concurso em dezembro de 2011, que era de 1.100 vagas de investigador e 900 de escrivão.

Mesmo que não seja possível autorizar os pedidos para as novas vagas a tempo de serem expressos no edital, elas ainda poderão ser acrescentadas à seleção. “Em qualquer momento do concurso esse número pode ser alterado. Vale a vontade do governador e disponibilidade das vagas”, explica o diretor da Acadepol, Paulo Bicudo. A incorporação pode ocorrer até o final da validade da seleção, como tem acontecido com o concurso de delegado de polícia, que, além das 140 vagas inicialmente autorizadas, recebeu acréscimo de 60 em 7 de junho e de mais 157, anunciadas em 3 de outubro.

Os editais das demais carreiras devem ficar para 2013, que somam 645 vagas. Na sequência, serão publicados para agente policial (391 vagas), papiloscopista (103), auxiliar de necropsia (16), auxiliar de papiloscopista (113) e atendente de necrotério (22). Os três primeiros requerem ensino médio completo e somam 510 vagas. Já os dois últimos, que totalizam 135, requerem do candidato o ensino fundamental completo. Quem planeja prestar o concurso para essas carreiras também deve possuir carteira nacional de habilitação, sendo que a categoria poderá ser indicada pela banca do concurso em casos específicos.

O projeto de transformação de mil vagas de carcereiro em mil de agente policial, anunciado em dezembro de 2011, está prestes a sair do discurso. Ele foi enviado para as demais secretarias do governo, retornou, sofreu ajustes e será reenviado em breve à Assembleia. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manifestou interesse em mandar o projeto assim que este for avalizado pelas secretarias. “Aliás, a nossa meta é zerar preso em cadeia. Nós ainda temos 7 mil, mas já chegamos a ter 35 mil. A cidade de São Paulo já não tem mais”, explicou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no último dia 25, após a cerimônia de abertura do 17º Congresso de Radiodifusão do Estado de São Paulo. Segundo ele, todas as vagas de carcereiro vão passar a ser de agente policia. “Polícia não toma conta de preso, mas faz investigação e polícia judiciária”, ressaltou o governador. Após a avaliação dos deputados, o projeto tem de receber a sanção governamental. Somente então, a Secretaria de Segurança Pública poderá fazer pedido de concurso. Segundo o delegado geral, Marcos Carneiro Lima, a intenção era acrescentar as novas vagas ao atual concurso, o que pode acontecer até o final da validade da seleção.

Fonte: Folha Dirigida

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