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Publicado em 21/01/2013 | por Mestre

PRF

Rio Grande do Sul  pode ter 300 vagas até 2014…..

Preservar a vida sobre as rodovias é o lema de todo policial rodoviário. Saber lidar com as diferentes histórias e distintos temperamentos e situações de quem passa pelas rodovias requer do policial o equilíbrio necessário para a autopreservação e o bem estar do outro. Apesar da rotina árdua, aqueles que ingressam nesta carreira encontram uma instituição que busca aqueles que queiram “servir à sociedade”, conforme mencionou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias. Com um novo concurso próximo de ser lançado, a estimativa é de que “cerca de 150 vagas sejam destinadas ao estado”, disse o Chefe de Comunicação da PRF-RS, Alessandro Castro. Em entrevista o superintendente e o chefe de comunicação falam sobre os desafios da rotina do policial rodoviário e da importância do ingresso de efetivos com um novo concurso. Alessandro Castro descreve o dia a dia do policial e diz que conforme o trabalho tem sido ampliado, a necessidade de aumento de efetivo é maior e que o atual número de policiais não é o ideal. “A rotina do policial começa em torno das 7h da manhã, o primeiro passo é assumir o serviço, tomar ciência do que teve de furto durante a noite e em seguida já assumir a viatura para a ronda. Dependendo do policial, fica sempre um responsável pelo posto e a equipe de ronda circula na rodovia. Em geral trabalhamos em dupla, normalmente no mínimo dois policiais que é o padrão, a não ser as esquipes especiais. Temos algumas esquipes diferenciadas que trabalham, às vezes, com três policiais na ronda, mas são equipes táticas”, disse. O chefe de comunicação, que acredita ser em torno de 1 mil policiais o número ideal para cobrir as fronteiras e os postos. “Os policiais trabalham cobrindo trechos, sendo que cada estado tem o seu limite de rodovia e se divide por delegacias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, são 14 delegacias e todos os trechos que fazem parte daquela jurisdição são divididos pelos seus postos, que no estado são 40. Hoje, o número de policiais está em torno de 850, o que não é o ideal. Nossos trabalhos têm sido ampliados ano a ano, mais fiscalizados, mais multados, devido ao esforço geral”, comentou. Já para o superintendente, inspetor Dias, o baixo efetivo também é “a principal carência da polícia rodoviária”. De acordo com o inspetor, o governo está trabalhando na busca de mais policiais, mas a demanda é grande. Para ele, a grande necessidade é de pessoas comprometidas com a instituição. “Não somente números, mas pessoas que queiram agregar valor ainda mais à instituição e contribuir para reduzirmos os número de acidentes e crimes nas nossas rodovias”, disse. Segundo o chefe da comunicação, as maiores demandas são para as fronteiras onde o contrabando de mercadoria, armas e drogas tem alto índice. Neste novo concurso, ele diz que o ingresso de novos policiais irá suprir a baixa de muitos que irão se aposentar até 2014. “O ingresso de novos policiais vai representar um incremento num número que já existe, porém, nós já estamos com a expectativa da turma que ingressou em 1994, que é a maior turma da polícia hoje. Em breve muitos poderão entrar com o pedido de aposentadoria. Ou seja, entrando 150 policiais este ano e 150 em 2014, a tendência é que eles vão cobrir a turma que irá se aposentar”, afirmou. Quanto ao ingresso de novos policiais rodoviários ambos têm a mesma opinião, de que novas experiências e expectativas fazem a diferença e a energia dos novos anima os que já estão na caminhada a mais tempo. “A troca de experiência, de novidade, a juventude que entra, somando tudo isso nós conseguimos ter qualidade na prestação de serviço”, afirma o superintendente. Policial rodoviário desde 1994, assumindo o posto de superintendente no final de 2012, o inspetor Dias tem grande estima pela carreira e diz que o policial, antes de tudo, precisa ser um servidor, alguém que queira servir a sociedade. “Eu, que já fui instrutor de novos policiais, costumo dizer aos alunos que eles foram escolhidos pela sociedade. A pessoa tem que ter um senso de missão, um senso de pertencimento a instituição, de quem chega para fazer a diferença em ajudar a sociedade a aliviar os seus fardos, suas dificuldades, seus problemas, os conflitos que certamente o policial encontra diariamente nas rodovias, tanto na parte de trânsito quanto na parte criminal. É preciso compreender que as pessoas anseiam por outros que venham contribuir para a pacificação social aliada também aos princípios éticos, compreendendo que temos que respeitar os valores e a diversidade, além de estar imbuído no desejo de trabalhar para a sociedade, não somente como um emprego, mas como uma missão. Esse tipo de pessoa é o que a polícia rodoviária busca.” O superintendente encerra dizendo: “O novo policial irá encontrar um grupo de pessoas com as mais diferentes culturas e linhas de pensamento, e com diversos problemas. Então, é preciso ter serenidade e compreensão da diversidade social para entender que muitas atitudes, até mesmo os atos ilegais que sejam cometidos estão dentro de um contexto, que precisam sofrer a penalidade, mas sempre respeitando os direitos humanos. Também encontrarão pessoas de bem, mas que quando pegam num veículo esquecem que têm direitos e deveres, e é preciso ter tranquilidade para chegar seguro ao seu local de destino. O novo policial vai enfrentar todas essas diferenças e precisa estar preparado para isso. Meditem, sejam éticos, respeitem os direitos humanos e terão uma instituição de braços abertos para recebê-los.”

Fonte: Folha Dirigida

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