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Publicado em 02/07/2013 | por Mestre

PRF

Grande parte dos inscritos no concurso da Polícia Rodoviária Federal tem uma característica em comum: para esses concurseiros, essa não vai ser apenas mais uma prova. A carreira na corporação é um verdadeiro sonho. O salário oferecido e a estabilidade empregatícia garantida não são os únicos atrativos do cargo: ser policial rodoviário federal, para muitos homens e mulheres, é um objetivo de vida. Alguns desses candidatos que, nas salas de um cursinho no Rio de Janeiro, se preparam para entrar na disputa pelas mil vagas em oferta este ano. Nas palavras deles, é possível perceber o entusiasmo com que encaram o desafio que se apresenta.

Bruno de Moura, de 25 anos, conta que descobriu sua vocação desde cedo. “Eu sempre gostei da área policial, desde pequeno. Meu irmão é policial rodoviário federal, e acabou me apresentando à profissão e ao dia-a-dia dela, e me interessei bastante”, narra o estudante. O comerciante Felipe Moreira, de 27 anos, compartilha da história de Bruno. “Desde novo sempre quis ser policial, sempre gostei da área de segurança. Durante oito anos da minha vida fui oficial do Exército. Então, tenho uma certa afinidade”. Assim como Felipe, Wellington Aquino, 33, associa as atribuições da função ao seu emprego atual, sendo um motivo que contribuiu para sua escolha de prestar o concurso. “Continuarei desempenhando os mesmos tipos de atividade que faço no Detran, e o que me atraiu, também, foi a flexibilidade do horário de trabalho na PRF“, lembra o agente de trânsito.

O único lado ruim para os aspirantes à PRF talvez seja a possibilidade de serem lotados em outras cidades. A corporação anunciou que o concurso selecionará, preferencialmente, profissionais para atuarem nas áreas de fronteira do país, em estados como Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Isso, no entanto, não desanima Bruno. “Vou ser bem sincero: eu quero é passar. Só passar”, afirma categoricamente. “Em qualquer lugar em que eu for lotado, seja no Norte, no Sul, vou estar muito feliz por estar realizando um sonho. Meu irmão passou no concurso de 2009 e está voltando para o Rio agora”. O professor de Educação Física Felipe Martins, 25, encara a provável mudança como um desafio, que é superado pela vontade de passar. “Claro que preferia ficar aqui, mas como é uma especificação do cargo, não vejo problema”, esclarece o rapaz. Mesmo tendo uma vida construída no Rio de Janeiro, Felipe Moreira também não se abala. “Já tendo sido militar, não tenho o menor problema com isso. Mesmo com esposa, filhos, vou me adaptar”, garante ele.

Com as provas tendo previsão de serem aplicadas daqui a pouco mais de um mês, em 11 de agosto, todos os candidatos mencionam a necessidade de intensificar os estudos. Bruno conta que a inclusão de novas matérias no conteúdo programático do certame deste ano, que não estavam previstas anteriormente, é um dos pontos mais difíceis nesta reta final da preparação. “É inerente ao concurseiro correr por fora para fazer a prova, além de investir na preparação do cursinho”, define. Felipe Martins classifica seus estudos como “incessantes”, e Felipe Moreira conta que todos os dias, das 15 às 22h, revê os principais pontos teóricos e faz exercícios. “Todo o tempo livre que tenho está voltado para os estudos”, conta Wellington. Apesar da tensão e da ansiedade, o sonho continua motivando-os a seguir em frente. “Minha intenção, após ser classificado, é contribuir para a melhor execução das atividades”, diz Felipe Martins, confiante e ciente de que terá muito trabalho pela frente.

Fonte: Folha Dirigida

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