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Publicado em 14/08/2012 | por Mestre

PRF

Informações Gerais
Setenta e sete anos após Antônio Felix Filho, conhecido como Turquinho, ser destacado para organizar a vigilância das rodovias Rio-Petropólis, Rio-São Paulo e União Indústria, sendo considerado o primeiro patrulheiro rodoviário federal do país, a categoria que responde pela fiscalização das vias federais pode cruzar os braços pela primeira vez. Em negociação com o governo federal por melhorias salarias e nas condições de trabalho, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) poderá declarar greve geral nos próximos dias. Em alguns estados, a paralisação já foi aprovada. No Rio de Janeiro, a adesão à greve foi deliberada em assembleia na última segunda-feira, dia 13. A paralisação dos policiais fluminenses terá início na próxima segunda, dia 20, e, inicialmente, vai até o dia 24. Uma nova assembleia, no próximo dia 25, decidirá sobre a paralisação por tempo determinado. Por lei, é necessário que, no mínimo, 30% do efetivo permaneça em atividade, exigência que será respeitada.
Uma das principais reivindicações é a recomposição do efetivo, cujo déficit legal em todo o país é de cerca de 4 mil policiais, se considerados apenas os cargos vagos. Insatisfeitos com a postura do governo, que, segundo a federação, se mostra irredutível e resistente às reivindicações da categoria, policiais rodoviários federais fizeram, no último dia 8, manifestações em diversas rodovias federais do país, a fim de chamar a atenção, entre outros, para a situação crítica em que se encontra o quadro da corporação. No Estado do Rio de Janeiro, a carência é de pelo menos 750 policiais, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no estado (SinPRF-RJ), Marcelo Novaes. “É gritante a necessidade de efetivo. Pensamos em um efetivo com o mínimo de 1.200 policiais no trabalho diário nas rodovias e a gente tem 450. Eu diria que são os piores números da história da PRF”, lamenta o sindicalista.
Até o próximo dia 17, quando termina o período de reuniões com o governo federal, iniciado no último dia 13, para tratar das reivindicações da categoria, outras mobilizações deverão ocorrer país afora. No protesto promovido no Rio de Janeiro na tarde do último dia 8, uma fiscalização minuciosa dos veículos que passavam pela Ponte Rio-Niterói causou um longo engarrafamento, causando transtorno e atrasando a viagem daqueles que seguiam em direção à cidade vizinha à capital fluminense. O diretor jurídico substituto do SinPRF-RJ, Jesus Caamaño, afirmou que o objetivo das manifestações não é atingir a população. “Entretanto, o que o governo tem nos mostrado é que estamos diante de uma política de desvalorização do servidor público e do próprio serviço público, cujo beneficiário é a sociedade.” Já Novaes ressaltou que a confirmação da paralisação geral dependerá do resultado das negociações com o governo. “A greve será o último recurso, o ato mais radical. Nós não queremos.”

Fonte: Folha Dirigida

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