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Publicado em 24/07/2012 | por Mestre

Programação Neurolinguística

Mais uma ajuda nos estudos

“Xii, deu branco”… Taí uma frase proferida, quase sempre em pânico, por muitos concurseiros, principalmente nos minutos fatais que antecedem a prova para a classificação em alguma disputa por vagas. De tão frequente, o problema – já faz algum tempo, é bem verdade – tornou-se alvo de estudos por parte da ciência. E, saiba, por meio de algumas técnicas, ainda pouco conhecidas, podem ocorrer milagres. Todos os dias, cientistas tentam desvendar mais do comportamento humano, por meio do funcionamento do cérebro.

Uma dessas técnicas é a Neurolinguística. Mas, de onde surgiu essa ciência? Qual é a história que ela nos conta? Quais mistérios possui e tenta desvendar? E, sobretudo, como ela pode ajudar os candidatos na hora de estudar e passar no concurso público? Para um primeiro entendimento, a Neurolinguística foi criada a partir de conhecimentos e linhas teóricas da Psicologia, porém, uma não está ligada diretamente à outra. Surgida na década de 70 no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, a Neurolinguística tem como propósito estabelecer metas bem formuladas e saber mensurá-las.

O principal ramo da ciência, aplicado ao meio acadêmico, é a Programação Neurolinguística (PNL) – um conjunto de estratégias, modelos e terapias que trazem ao ‘paciente’ certezas sobre o que ele realmente crê. Crenças que podem estar baseadas tanto na vida profissional quanto na pessoal. É muito comum ouvir a justificativa ‘possuo um bloqueio’, além da falsa máxima ‘é muito difícil passar no concurso público’. Pois a PNL pode ajudar, na prática, a derrubar essas e outras teorias negativistas.

O Professor do Instituto de Neurolinguística Aplicada (Inap), Coach e Especialista em PNL, Lucas Rezende, sanou todas as dúvidas que envolvem a mente humana que, por vezes, bloqueiam a capacidade de realização das metas traçadas. “O que nos atrapalha e principalmente nos tira a concentração é a ansiedade. A projeção do futuro e a ausência do presente quando estamos estudando. Após alguns minutos percebemos que, de tudo aquilo que lemos, pouco lembramos ou nada entendemos. Isso se dá quase no piloto automático, pois começamos a pensar em como será a prova do dia seguinte ou na praia que iremos perder para passar o final de semana estudando. Nesses casos, a PNL propõe a tomada de consciência e de realidade, trazendo a pessoa para viver o presente, sem perder-se no futuro ou no passado. A ansiedade em um grau normal é boa, é natural, nos estimula. Mas se você não tiver controle sobre ela, aí sim terá um problema”, explica.

Para Lucas, uma das técnicas a que os candidatos deveriam recorrer é o questionamento dos próprios objetivos. Porém, não o questionamento negativo, pois este traz a confirmação que aquilo é real em nós – termina por ‘sugerir’ o fracasso. Ou seja, quando o candidato afirma ‘não vou conseguir entender essa matéria’, seu cérebro processa a informação, e entende exatamente isto. Ele, realmente, não irá entender, e acaba desestimulado. Portanto, o questionamento deve ser sempre concreto e positivo.

Diante desta explicação, o mistério da Neurolinguística é facilmente desvendado quando existe a estimulação do pensamento, de uma crença. “São muitas as perguntas a serem feitas. ‘Por que quero passar para o concurso público?’. ‘Qual é a minha meta nessa empresa?’. ‘O salário é o meu único atrativo?’. ‘Estou fazendo isso por minha família ou por mim?’. ‘De verdade, o quanto quero passar nesta prova?’. É preciso se questionar… Enquanto não percebemos o nosso erro, a realidade das nossas intenções, não mudamos nossa postura. A partir do momento em que o estudante souber as respostas para todos os seus questionamentos, haverá o aumento de consciência e, então, ele conseguirá mudar os fatos”, disse.

O trabalho da PNL vai além das certezas sobre suas metas. “Um grande erro é pensar que os problemas de aprendizagem é relacionado à consolidação da memória em si. Por exemplo: ‘Ah, eu tenho uma memória ruim’… Não, você não tem. O processo de consolidação neurológico é autônomo, da mesma maneira que seu coração bate e você não controla isso, o processo de memorização acontece sem que você tenha gerência sobre ele. Achar que o problema de memorização é algo neurológico é quase uma fuga… ‘Ah, tá vendo? Eu não consigo gravar. Eu sou assim mesmo, tenho uma memória ruim”. Você descobriu uma desculpa pra você. Nada mais que isso. E novamente voltamos ao ponto das crenças. A pessoa acredita que não vai conseguir gravar a matéria. E o que acontece? Ela não vai lembrar. O certo a se fazer é ter a convicção de que vai lembrar daquela matéria. Sente-se, pare e fale para si mesmo: ‘eu vou lembrar’. Esse é o primeiro passo transformador”, recomenda.

É um grande equívoco achar que momentos de lazer e atividade física não ponderam no rendimento dos estudos. A atividade física estimula a circulação do sangue no corpo – aprimorando a oxigenação em todos os ínfimos espaços que possuímos. Incluindo aí o cérebro, é claro. “Além de um momento de lazer, é fundamental termos pelo menos 30 minutos de parada durante nosso tempo de estudo. Um intervalo que dê tempo para o cérebro processar a informação é tão valioso quanto uma repetição”, comenta.

Contudo, apesar dos avanços da ciência, o cérebro humano ainda é, em boa parte, uma caixa de surpresas. “Somos reféns da nossa própria mente”, pondera Lucas, que deixa dicas finais para os candidatos a concursos. “Se você sente muito sono na hora de estudar, procure um local com bastante luminosidade. Estudar deitado na cama, por exemplo, acaba sendo prejudicial para a maioria, pois a própria posição induz o corpo ao relaxamento, influenciando a capacidade cerebral. Priorize a noite para um bom sono, pois é nesse momento em que a memória é consolidada e ocorre o processo de memorização. Faça experimentações de horários e práticas diferentes de estudo. E, quando descobrir o método que mais combine com você, que tenha maior eficácia, aposte nele”, concluiu.

Fonte: Folha Dirigida

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